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27.9.08


O CULTO SATÂNICO DO ASMODEUS


Diego Santos




Desde minha adolescência venho estudando, obsessivamente, as redes intrincadas do ocultismo ocidental. Dentre meus escritores favoritos de Ciência Oculta estão Eliphas Levi, Lorde Papus, Aleister Crowley, Samael Weor, Conde Cagliostro, entre muitos outros. Minha biblioteca de compêndios mágicos é imensa, composta por mais de quinhentos livros – entre cópias e volumes originais. Nas paredes de meu apartamento espadas antigas, brasões e símbolos místicos ornamentais adornam o ambiente.

Em certo momento de minha vida como pesquisador fiquei abismado com determinada doutrina estudada pela Sociedade Teosófica de uma senhora chamada Madame Blavatski. Dizia esta doutrina que o mundo era regido, a cada era, por uma raça própria que vêm habitando o oeste do planeta desde sua concepção. Segundo os teosofistas, a atual raça de controle do mundo é a raça ariana, sob favônios da Era de Aquário.

O que eu havia aprendido com meu primeiro mestre, Senhor Fajro, ia contra aquela estranha teoria. E como eu havia chegado aos tomos teosóficos por saber que Madame Blavatski era ocultista, comecei a duvidar que os dogmas do templo das sombras eram realmente munidos de boa índole.

Meu segundo e atual mestre, Lorde Mandrágora, me indicou então um estudo avançado em sua própria biblioteca. Como ele iria fazer uma jornada religiosa em Stonehenge, pediu para que eu cuidasse de sua dantesca coleção de livros, que chegava a quase cinco mil volumes catalogados. Aproveitei a oportunidade da reclusão para fazer o maior ciclo de estudo de magia arcana de minha vida, e estava disposto a passar o tempo que fosse ali, até obter todas as respostas para as milhares de perguntas que há tantos anos rondavam minha mente.

A biblioteca de Lorde Mandrágora ficava em sua fazenda no município de Rio Bonito. Era um pavilhão enorme repleto de estantes que chegavam a três metros de altura. Em cada estante cabiam uns trezentos livros ou mais, e em cada uma delas havia uma pequena chapa de ouro exibindo uma letra. A coletânea estava toda dividida em ordem alfabética.

Acredito que todo tipo de livro religioso ou doutrinário tivesse ao menos uma cópia naquele lugar. Lá havia uma Bíblia Sagrada com todos os apócrifos em anexo, livros famosos como a Ciência Oculta de Rudolf Steiner, o Popol Vuth dos maias, o Livro de Ouro da Igreja Gnóstica do mexicano Fernando Moya, o Sagrado Manual de Magia Negra de Falcoy, o Necronomicon de Abdul al Hazred e a Bíblia Satânica de Anton Lavey. Mas livro verdadeiramente singular foi o que observei ao passar pela seção C, a estranha “Compilação Mágica do Culto do Asmodeus”, escrita em um idioma que, para mim, era quase desconhecido. Lembrava bastante os idiomas semíticos, talvez o hebraico, mas ainda assim, para mim, era algo de difícil compreensão.

Sentei-me em frente à gigantesca mesa de cedro que ficava no meio daquele salão oval, e abri este livro a fim de dedicar minha atenção a ele, ao menos nas próximas horas. À medida que o dia ia se extinguindo, a penumbra tomava a residência de Lorde Mandrágora com tal intensidade que mesmo à luz das luminárias era complicado ler as pequenas e garranchadas linhas das páginas do compêndio.

Sob a fraca luz que vinha das paredes as gravuras daquele livro me pareciam cabalísticas e enegrecidas por algum tipo de segredo jamais declarado. Uma dessas gravuras me chamou mais a atenção. Era uma espécie de círculo ovulado com centenas de símbolos geométricos – definitivamente lembrava mais um mapa do que um emblema com fins rituais.

Notei logo que aquele mapa tinha valores em escala equivalentes às medidas do próprio salão onde eu estava. Muitos traços e outras linhas curvadas no mapa representavam respectivamente, o posicionamento de certas estantes e as paredes do próprio recinto. Atrás da estante de letra “A” havia uma escada espiralada que só poderia ser encontrada após empurrar uma escrivaninha rudimentar de ferro.

Logo ao descer os primeiros degraus de escada percebe-se uma carreira de tochas apagadas pelas paredes. Com a ajuda de uma pederneira, fui acendendo os tocos de madeira, um a um. Mesmo assim, era praticamente impossível se contemplar o que havia a mais de três metros de distância, tamanha era a escuridão.

Quando terminei aquela seqüência de mais de cinqüenta degraus de pedra, notei que acabara de pisar em um solo incomum. Sob meus pés senti algo se quebrar. À medida que eu ia caminhando lentamente, outras partes daquele estranho chão iam se quebrando. Usei a tocha que estava na minha mão, aproximei a luz do fogo do piso, e observei, aversivo, o mais bizarro cenário que já tive de considerar em toda a minha existência: aquele lugar, que devia ter uma história secular de existência, era inteiramente coberto por ossos humanos.

Aterrorizado, decidi voltar pelo caminho de onde vim. Deixei a tocha no suporte de onde a havia retirado, e destrambelhado subi dezenas de degraus com velocidade. Porém, logo percebi que meu mais profundo anseio havia se concretizado. A passagem que permitia o acesso ao salão principal havia sido obstruída pela pesada escrivaninha de ferro. Tentei movê-la usando todas as minhas forças, mas logo admiti que o esforço era inútil.

Meu mestre ia demorar pelo menos uma semana para voltar de sua viagem, então aceitei, não muito temerário, que teria que encarar aquela jornada funesta pela câmara da morte que se estendia na passagem subterrânea, do contrário ficaria preso ali até meu total definhamento, aumentando o contingente de hóspedes do lugar.

Desci mais uma vez, cansado e sentindo falta de ar, e com a ajuda da tocha fui me guiando toscamente pelo caminho tortuoso de ossadas. Devo dizer que a luz da tocha praticamente não me isentava das surpresas que podia haver pelo caminho – apenas me ajudava, torpemente, a caminhar com alguma precisão por aquele corredor ancestral.

Para ampliar o meu pânico, senti que estava sendo seguido. Em algum lugar naquela escuridão ameaçadora um vulto vigiava-me, tendo as trevas como aliada. “Quem está aí?”, perguntei, mas obviamente não houve resposta. Logo conclui que estava sendo escoltado por algum tipo de entidade ectoplásmica – um espírito ou um demônio – pois apesar de ouvir com dificuldade seus movimentos, o vulto não fazia nenhum ruído ao pisar nos ossos podres que cobriam o chão.

Não vou mentir: senti muito medo. Talvez este tenha sido o dia em que eu mais senti medo em toda a minha vida, até então pacata. Mas o leitor há de convir que este tipo de situação melindraria até o mais forte dos corações. E conste que eu ainda não cheguei na pior parte – o momento em que encontro o Templo de Asmodeus.

Antes de chegar neste templo, ao sair da câmara dos ossos, tive de entrar em um cubículo estreito repleto de objetos que, até este momento, ainda não sei bem como explanar. Mas acredito que aquele lugar tenha servido como uma espécie de bazar para comercialização de itens rituais. Lá vi espadas, tarôs egípcios, e até uma estátua do deus Anúbis, que parecia ser feita de ouro. Aproveitei e peguei um cordão rústico com o Símbolo de Proteção de Falcoy, e coloquei no pescoço.

Subi então uma pequena escada de ferro, anexada à parede do bazar. Quando cheguei ao topo do assoalho qual foi minha surpresa ao dar de cara com um colossal salão sacramental, iluminado por centenas de velas pretas sobre suportes dourados. Em diversos pontos daquele lugar havia crânios humanos pendurados, símbolos estranhos tingidos com sangue nas paredes, altares com pedaços frescos de membros de seres vivos. Em um desses altares havia uma grande bacia acrílica cheia do que parecia ser vinho – mas antes mesmo de me aproximar do objeto, pude imaginar seu real conteúdo: uns seis litros de sangue, com olhos de todas as cores boiando em sua superfície.

Assustado, caí para trás. Minha tocha tombou da minha mão, e o fogo se extinguiu antes de tocar o solo. Felizmente havia a luz das velas pretas, mas a iluminação não era suficiente para dar a impressão de segurança. Porém, a esta altura, eu não poderia voltar sem antes reacender a tocha.

Caminhei até o centro do enorme salão, onde havia uma grande mesa de mármore com dezenas de placas de compensado suportando-a. Havia dezoito cadeiras, e cada uma apresentava uma placa de ouro no apoio para as costas, com o nome de um comensal que deveria participar dos jantares ali servidos. Era muito difícil ler um nome, pois o mesmo era minuciosamente talhado em baixo relevo dourado – e sob a baixa luz, identificar seu dono era impossível.

Peguei uma dessas cadeiras e a coloquei próxima à parede. Subi e tentei alcançar uma daquelas velas pretas. Esperava trazer minha tocha de volta a ativa usando o fogo da vela. Foi quando ouvi, a alguns metros dali, um estranho ruído. Parecia um guincho de um porco sendo sacrificado dentro da insuportável escuridão. Neste momento senti minha espinha congelar e todos os pêlos da minha nuca se arrepiarem. Demorou, mas finalmente percebi que estava mexendo com coisas erradas.
Notei que o fogo da vela, amarelo e vibrante, transmutou-se em uma cor azulada intensa, antes mesmo de tirá-la de seu suporte. Mesmo assim tirei a fonte de lua da parede, desci da cadeira, e tentei forçar minha vista o máximo que pude para identificar aquele que me ameaçava com sua indigesta invisibilidade. O silêncio era enfadonho letárgico.

Curioso, aproximei o fogo de néon da placa da cadeira onde eu estava sentado. Ou era eu o homem mais azarado do mundo ou fui vítima de uma terrível coincidência, pois a cadeira que eu acabara de usar pertencia ao próprio Asmodeus. E a partir desse momento tive certeza que a pessoa que me espreitava desde que eu entrei naquele santuário subterrâneo iria fazer de tudo para me convencer de que era a própria entidade sobrenatural chamada Asmodeus.

- Você pôs seus pés imundos em meu assento, mundano – disse a criatura submersa nas sombras. Sua voz não se assemelhava nem um pouco com o som da voz humana.

- Quem é você? – perguntei, forçando a vista para identificar o vulto – Você se julga Asmodeus?

O ser lançou uma cavernosa gargalhada, que fez o som ecoar por todo o recinto – Eu sou Asmodeus! Eu presido este culto há meio milênio, desde que as primeiras caravelas portuguesas ancoraram nas praias baianas. Agora você descobriu um segredo petrificado há séculos, que não pode ser revelado a meros mortais curiosos como você.

- Mas... eu não entendo... – dizia eu, enquanto tentava encontrar alguma solução para contornar aquele embate o qual já se tinha um vencedor declarado – porque meu mestre me enviou para cá? Porque um demônio secular como você vive debaixo da fazendo do meu mestre?

- Mandrágora é um mago pouco empelicado. Sempre foi assim – o vulto, recluso em um manto negro que parecia chacoalhar-se mesmo sem a presença do vento, aproximou-se aos poucos, até chegar próximo à grande mesa – acabou comprando esta mansão de um dos meus acólitos falecidos, sem saber que habitava sobre uma nódoa de plasma negro. Eu mesmo assassinei seu mestre há mais de um mês. Fui eu quem lhe mandou o telegrama, dizendo para que viesse para cá cuidar da biblioteca. E também fui eu quem influenciou seu coração a ler a “Compilação Mágica do Culto do Asmodeus”.

- Mas porque isso?

- Porque este é o destino reservado a todos os curiosos que lêem os livros errados. Você devia continuar lendo livros torpes de pseudomagos, devia ler jornais de candomblé, ou entrar para um maldito centro espírita. Mas não. Optou em descobrir a verdade. E a partir do momento que você leu a primeira página do demoníaco livro “o Sagrado Manual de Magia Negra” você vendeu sua alma para mim. Por Satã! É sempre tão fácil!

- Não havia nenhum tipo de conotação neste manual, indicando um possível acordo de imortalidade com...

- É claro que não, mundano estúpido! – o vulto se aproximou de mim, atravessando a mesa com seu corpo etéreo, e então pude ver parte de sua face – Não é assim que funciona. Mas há caminhos sem volta, no mundo carnal e no mundo espiritual. Porém, se você tivesse um raciocínio um pouco mais apurado, identificaria a loucura do autor do livro, Luciano Falcoy, e concluiria o risco em até mesmo folhear as páginas do volume.

- Mas eu vim para a biblioteca unicamente para pesquisar uma inocente teoria de regência de raças deste mundo. A velha Atlântida, a Raça Vermelha, e a atual raça branca...

- O que você chama de inocente, custou a tranqüilidade de milhões de judeus! Atrás das raízes da raça ariana, você acabou metendo as mãos e os olhos em livros errados – com um súbito movimento, o demônio lançou suas efêmeras mãos negras contra minha garganta, pressionando-a com uma violência abominável – e não há maneira de escapar. Vou encontrá-lo nos portões dos ermos desertos de Estigian, e farei com que sua existência eterna seja de imensa dor, ao lado de seu querido mestre.

Naquele minuto comecei a orar. Não para Deus ou para algum santo. Recitei uma antiga reza descrita no Sagrado Manual de Magia Negra, onde Falcoy explicava como afastar um demônio de grande poder usando seu Símbolo de Proteção.

Asmodeus, ou a criatura que se passava por ele, afastou-se teimosamente emitindo um guincho ensurdecedor – e aos poucos foi desaparecendo de vista enquanto se afastava em direção ao altar. Atabalhoado, corri em direção à tocha e a acendi com a ajuda de uma das velas, e sem pensar duas vezes fugi em direção à saída.

Até hoje, não sei de onde tirei forças para mover a escrivaninha de ferro e sair daquela câmara maldita. Também não faço idéia do tipo de criatura que enfrentei, e que outras criaturas participam do culto satânico que acontece sob as terras da fazenda do meu falecido mestre. Para confessar ao leitor, eu prefiro não saber.

E esta mensagem eu escrevo a todos os curiosos que quiserem descer pela escada em espiral sob a escrivaninha na biblioteca da mansão Mandrágora, na fazenda Novo Aeon, em Rio Bonito, interior do Estado do Rio de Janeiro. Não desça por aquela escada, pelo amor de Deus! Faça como eu, procure um emprego ou um estudo cientifico o qual se dedicar, mas jamais pesquise determinados livros os quais conclua, por inexperiência, tratar-se de uma farsa. Não julgue aquilo que não entende.

Divulgue esta mensagem para seus amigos e parentes por cartas, e-mails, ou...


_______________________________


Este texto foi redigido pelo arquimago Vinicius “Arqueometrè” Vasconcelos, em 2001, poucos minutos antes de sua morte, ainda sem laudo oficial.






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