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17.4.09

INCIDENTE NA SERRA DE MARANGUAPE


INCIDENTE NA SERRA DE MARANGUAPE

De Henry Evaristo


Em 1988 fui morar e estudar em Fortaleza. Mas se houve algo que de fato não me apeteceu naquele período de minha vida foi frequentar a escola regularmente. Em vez disso, aproveitei para viajar por todo o estado em busca de lugares exóticos e pitorescos com o dinheiro que meus pais enviavam para custear as mensalidades do colégio. Amava me embrenhar nas matas e me perder nas vastas cadeias de dunas. Descobri o prazer de escalar serras a pé por caminhos sinuosos ou trilhas decrépitas; e as escalei uma a uma. Foi no caminho escuro que leva ao topo da serra de Maranguape que encontrei, às seis horas de uma tarde nublada, uma estranha criatura. Neste dia eu não estava só: Um amigo estava comigo. Ele também viu a coisa agonizante na margem da estrada!

Subimos a serra ainda por volta do meio dia. Nosso objetivo era chegar ao topo, fotografar algumas paisagens e almoçar antes de voltar.

Na ida encontramos uns sujeitos que nos deram trabalho. Nos tomaram alguns objetos mais valiosos como a câmera fotográfica e relógios; além, é claro, de todo o dinheiro contido em nossas carteiras. Desta forma chegamos ao topo da serra agradecidos por estarmos vivos mesmo que sem nossos estimados, e valiosos, bens. Ainda nos restava, porém, a comida que reserváramos para antes da descida.

Repasto feito, nos preparamos para o retorno; e para a possibilidade de reencontrarmos nossos novos conhecidos pelo caminho. Depois de vencermos a íngreme trilha de descida, em meio às rochas que levavam ao cume, pegamos novamente a estrada asfaltada que cobria o resto do trajeto para baixo.

Agora preciso tentar descrever essa estrada.

Era um caminho escuro, frio, onde uma umidade constante encobria tudo sempre com uma fina camada de água. O asfalto estava em boas condições devido ao reduzido numero de veículos que por ali trafegavam. E todo o trajeto era dominado por sebes de bananeiras. Destas bananeiras se aproveitavam os residentes locais que invadiam a estrada com suas carroças a colher do fruto para levá-lo às feiras das cidadezinhas próximas.

Ao longo do asfalto havia diversas residências, como chácaras bucólicas incrustadas no meio das pedras e corredeiras. Não raro víamos esplêndidas propriedades cercadas cujo terreno se ia elevando a partir da margem da estrada até culminar em alguma cachoeira que, desaguando em abismos incógnitos, deixava ao passante apenas uma sensação de frescor pairando no ar. A vontade que sentiamos era de invadir estas propriedades, visto que nunca pareciam habitadas, e nos deleitarmos nas águas gélidas das vertentes.

Afora estes agrupamentos de bananeiras havia também redes de uma vegetação espessa e de médio porte que desciam das imensidões do topo da serra e se detinham, em alguns trechos, às margens esquerda e direita da estrada. Eram pequenas árvores, e arbustos espinhentos e de folhas escuras, que mantinham o ambiente sempre imerso em sombras. Foi num desses trechos que encontramos o objeto da presente narrativa.

Já caminhávamos a mais de uma hora com o sol declinando por trás das colinas às nossas costas; e sentindo o ar frio penetrando por nossas narinas para buscar o caminho dos pulmões. Olhávamos em volta a todo instante temendo que aqueles arruaceiros da subida ainda estivessem por ali espreitando de dentro das matas. Meu amigo, que me absterei de informar o nome, armara-se de um grande e forte pedaço de galho de árvore enquanto eu, de minha parte, contava apenas com a determinação de minhas pernas no caso de um eventual encontro indesejado. Afinal, temendo não ter mais nada de valor para aplacar a sanha dos malfeitores, temíamos ter que prover suas fúrias com nossas vidas. Por onde passávamos íamos perscrutando o interior das escuras propriedades em busca de avistamentos de algum sinal de vida. Nossa intenção era, no caso de avistarmos alguém, pedir para usar o telefone para chamarmos um táxi mesmo sendo esta despesa um disparate para nossas contas bancárias de “estudantes”. Por outro lado a visão de uma pessoa, numa janela ou a banhar-se nas águas rápidas de alguma corrente, seria de grande alívio para toda aquela solidão em que nos encontrávamos mergulhados com o pensamento constantemente voltado para a possibilidade de encontros perigosos com indivíduos violentos em um local ermo. Mas, dentre todas aquelas chácaras e ranchos, nenhuma sequer nos brindou com nada mais além da frieza do abandono e da solidão.

Foi numa curva acentuada, numa descida tão íngreme que as pernas cansadas vacilavam sob a pressão e o peso do restante do corpo, que a coisa de repente se nos apresentou. Brotando das sombras sob um grupo de arbustos espinhentos e úmidos ouvimos como que uma risadinha diabólica. A coisa foi tão nítida que paramos imediatamente com uma horrenda sensação de que o emissor da gargalhada estivera ali a nos esperar para poder rir apenas quando passássemos. Meu amigo ergueu o galho pontudo que trazia e eu, como me propusera a desatar em desabalada carreira ao menor sinal de anormalidade, já ia disparar estrada abaixo quando veio do escuro adiante outro manifesto pavoroso; desta vez um grito de dor, e depois vimos quando as folhas dos arbustos mais ao nível do solo balouçaram atingidas por algum golpe oculto; ou agitadas por um agente que parecia estar agachado entre elas.

Entreolhamo-nos estupefatos e senti meus cabelos, compridos na época, se eriçando. Olhei para a pele do braço de meu amigo e vi que se enchera de pequenas bolhas de arrepio.

"Mas que diabo é isso?" Gritou ele com sua arma improvisada em riste. Eu, que calado estava, calado fiquei. E a coisa se agitou novamente na escuridão.

Olhei para trás buscando detectar algum movimento numa propriedade próxima mas estava tudo tão quieto! Mais deserto ainda que a própria estrada já que agora eu minha companhia tínhamos, de fato, encontrado algo em nosso caminho como tanto temíamos.

Quando me voltei novamente para a direção do barulho vi que meu amigo se aproximara da fonte do grito e dos movimentos. Depois ele olhou para mim com os olhos arregalados; estivera fitando o chão e remexendo os galhos mais baixos do arbusto de folhas escuras.

"Veja!" Disse ele com uma voz que nem parecia mais a sua de tão embargada. "Venha aqui e veja este homenzinho que encontrei".

Aproximei-me lentamente. Alguma coisa na nova atmosfera que se descortinava diante de mim fazia com que o dia se tornasse ainda mais escuro e úmido.

Meu amigo estava inclinado para a frente, tentando ver melhor o que se escondia no arbusto. Quando me pus ao seu lado ele não disse nada; olhou-me nos olhos em silêncio e pude ver que estava chorando.

"O que houve? O que é isso?". Perguntei já meio em desespero.

Ele então apontou para um ponto na escuridão do arbusto, rente ao chão. Olhei e avistei algo que executava débeis movimentos por entre as folhas molhadas. Usando o pedaço de madeira que trazia, meu amigo ergueu então alguns pequenos galhos de forma a me propiciar a mesma visão que ele tivera há alguns instantes.

Senti minhas pernas vacilarem!

Havia ali, jogado ao solo, um pequeno ser. Estava ferido, com rasgões profundos e sangrentos espalhados por todo o corpo. Assemelhava-se a um homem, musculoso, avermelhado, e coberto de pequenos pelos. Não estava sem roupas como se poderia supor de algum tipo de animal; trajava calças rasgadas de um material semelhante ao couro. Na cintura, um pequeno cinto provavelmente de metal. Sua cabeça era alongada na parte superior e as orelhas pontudas apontavam para o alto como as dos cães pastores. A pele de seu rosto era completamente preta; e no lugar onde deveria estar o nariz, um focinho alongado fazia lembrar os de alguns símios.

Meu primeiro pensamento foi o de que estávamos diante de alguma espécie de primata característico da região, ou mesmo de algum animal raro. Sei de muitas pessoas que costumam vestir pequenos macacos que criam em casa, ou mesmo em circos. Sim, era isso! Um macaco de circo! Era essa a resposta. E já ia bater nas costas de meu amigo para que ele parasse com todo aquele estarrecimento diante de um bicho fugitivo d’algum lugar nas imediações quando vi o ser erguer uma de suas pequenas patas peludas e, para meu mais profundo horror, encarar-me diretamente nos olhos fazendo em seguida o sinal de "Não".

Não consegui mais desviar o olhar daquela coisa e passei a sentir um incômodo profundo em algum lugar dentro de minha cabeça.

De repente comecei a ter estranhas visões. Era como se todas as más recordações guardadas em minha memória estivessem sendo trazidas à tona por alguma força que emanava do pequeno animal. E ele me olhava em silêncio.

Toda a minha vida, todos os erros e coisas mais secretas estavam passando diante de meus olhos. Revivendo terrores infantis, tristezas e vergonhas, senti brotarem de meu peito lágrimas incontroláveis. A exemplo de meu amigo, agora sentado à estrada mergulhado num pranto amargo, eu também não podia mais me controlar. Sentei-me ao seu lado e choramos juntos como creio que jamais ninguém chorou.

Depois senti que algo se aproximara de nós em nosso torpor. Olhamos para o solo e avistamos o animal. Ele estava junto a nós, deitado no asfalto frio, e com suas patinhas tentava recolher as gotas que nos caiam dos olhos nas roupas e no próprio chão. Queria tomá-las, bebê-las. Pois quando as ingeria, de qualquer forma, suas feridas desapareciam. E levava as mãozinhas à boca em desespero, pois era um ser que se alimentava de lágrimas.

Sem piedade ele assaltava nossas mentes com as mais opressoras tristezas, e nos fazia mergulhar no que havia de pior em nós mesmos para arrancar-nos o líquido que lhe era tão precioso. Meu amigo apercebendo-se desta diabrura tentou atingir-lhe com o pedaço de pau mas no mesmo instante quedou-se paralisado, com uma expressão aterrorizante no olhar, e largou a arma que trazia para depois levar as duas mãos à cabeça e desaparecer estrada abaixo, gritando como um louco, a arrancar os cabelos.

Fiquei quieto onde estava; sentado e chorando. Não esbocei qualquer reação mesmo quando a coisa se aproximou, recostou-se em meu colo e mais uma vez me olhou fixamente. Vi que estava praticamente curada de seus ferimentos.

Depois, toda sorte de pensamentos absurdos me vieram e verti ainda mais lágrimas do que me pareceria possível. Podia ouvir em minha mente uma voz que gritava a todo instante: “Chora para mim! Chora para mim!”.

O que era aquela criatura? Que demônio da tristeza era aquele que havia cruzado nosso caminho? Nunca o soube. Na verdade nem sei por quanto tempo permaneci na agonia de ter meu passado devassado impiedosamente por um ser de outro universo. Sei que subitamente tudo parou e a sensação de tristeza deu lugar ao medo mais atroz e enlouquecedor. Olhei para todos os lados à procura da coisa mas ela desaparecera. A noite chegara e mergulhara a estrada numa escuridão tenebrosa que fazia meu corpo ser tomado por violentos calafrios.

Ergui-me lentamente, ainda olhando ao redor com atenção, sobretudo para as matas e arbustos às margens da estrada. Mas não mais avistei nenhum sinal da criatura. Comecei a descer pelo caminho escuro e a todo instante os ruídos da floresta e das corredeiras ocultas me chamavam atenção e me obrigavam a girar nos calcanhares para olhar pra trás. Em todas as vezes imaginei ver a criatura me seguindo.

Mais a baixo, depois de vencer uma curva íngreme e escorregadia, avistei vultos postados à margem esquerda da estrada. Estavam sentados e quietos na escuridão; como estátuas no fundo de um jardim sem luz.

Parei imediatamente e passei muito tempo esperando ver algum movimento; como nada sucedia, resolvi que poderia passar a noite ali, parado, ou tentar avançar. Novamente me pus em movimento e ao passar pelos estranhos vultos vi que se tratavam dos homens que nos haviam assaltado no inicio da tarde. Estavam prostrados, cabisbaixos, como que congelados em seus lugares. Pálidos, mal respiravam. Um deles tinha a cabeça erguida e seus olhos brilhavam com insanidade. Ao seu redor, várias das coisas que nos haviam subtraído. Avistei minha câmera fotográfica e me agachei para pega-la. Ia já me reerguendo quando o homem agarrou-me pelo braço. Nenhuma das outras partes de seu corpo se moveu; apenas a mãos com a qual me deteve por alguns segundos.

“Você o viu? O diabinho?”. Disse ele com apenas um fio de voz quase inaudível.

“Nós o encontramos num galho de árvore, coisa horrenda! E atiramos nele, e lhe passamos a faca!”

Depois, como que obedecendo a um impulso involuntário, ele me largou. Ficou lá, paralisado, como um espectro espreitando das trevas enquanto eu me afastava.

Ainda pude ouvi-lo dizer:

“Veja o que ele nos fez, o cretino!”

Veio então outra curva e fui poupado de ter aquelas coisas sentadas no escuro às minhas costas. Nunca soube o que foi feito dos miseráveis.

Cheguei à cidade após uma hora de caminhada. Encontrei meu amigo sentado num banco da praça central. Estivera na igreja e trouxera consigo um missal que mantinha junto ao peito. Não falou nada. Apenas levantou-se quando me avistou e andou em silêncio até a rodoviária. Felizmente encontramos ainda algum dinheiro reservado em nossos bolsos com o qual conseguimos comprar as passagens de volta.

Ao chegar-mos em Fortaleza, visto que se mantivera calado por todo o percurso, tentei abordá-lo mas ele apenas acenou em despedida e se afastou tão logo desceu do ônibus. Pude ver que estava tomado pela vergonha e pelo trauma. Estive em sua companhia apenas mais duas vezes ao longo dos últimos anos e nossa relação nunca mais foi a mesma. Sei que temos ambos a consciência de que fomos tocados por uma força superior naquela serra. Ela, de alguma forma, compartilhou algo conosco e nos levou algo em troca.

Para mim, que deixei que o diabrete sugasse a vida de meu pranto, o destino não tem sido tão nefando mas para meu amigo, que o tentou atacar, as coisas não têm sido fáceis.

Resolvi escrever o que se passou pois ontem o vi no centro da cidade. Ele estava deitado sob um monte feito com caixas de papelão. Quando me reconheceu levantou-se assustado e correu desaparecendo de minhas vistas e mergulhando na loucura da noite.



____________________________________________

NOTA DO AUTOR:

Obviamente este é um conto de ficção. Porém, eu estive realmente diversas vezes na serra de Maranguape, distante 27 Km de Fortaleza no Ceará. Devido a proximidade com a capital, onde eu residia nos anos 90, costumava ir até lá de bicicleta. Deixava o veículo numa panificadora do centro e subia a pé pela estrada. A descrição do caminho até o topo é bastante fiel à realidade. O frio que aparece no conto está exagerado por motivos dramáticos.

Mas o real objetivo desta nota é dizer que na última vez em que estive na serra o fiz na companhia de um amigo conterrâneo. De fato tivemos uma experiência estranha naquela tarde quando encontramos algumas pessoas paradas na beira da estrada olhando pasmas para uma pequena criatura caída por entre as plantas e arbustos. Isso ocorreu de fato!

Entre as pessoas que encontramos havia apenas moradores da região que comerciavam bananas. Nenhum deles jamais havia visto um animal como aquele nas redondezas. Estava quase morto quando chegamos. As pessoas acreditavam que se havia chocado contra fios de alta tensão que passavam ali próximo pois apresentava severas queimaduras.

Era realmente como um pequeno macaco, e creio que era isso que ele era! Porém, tinha o corpo mais humanóide do que poderia ser considerado normal... ou desejado... As mãos do animal eram pavorosamente semelhantes a mãos humanas, pretas; e seu corpo assemelhava-se mais ao de um boneco de homem em miniatura do que ao de um símio. Não era cordunda como costumam ser os macacos. Era perfeitamente ereto e com os múisculos do tórax definidos como os de um atleta.

Ele se movia lentamente, estava à morte, mas seus olhos eram tão vívidos...! E olhavam pra gente com tanta tristeza...

Aquela imagem me provoca até hoje. Sei que era um macaco; de um tipo raro, exótico, sei lá. O que mais poderia ser? Nunca consegui esquecer a forma inusitada de seu corpo, um homenzinho em miniatura; e o estarrecimento estampado em seus olhos diante da iminência de uma morte da qual ele parecia estar mais do que consciente.

Deixamos as pessoas ainda observando o curioso animal.

Hoje meu amigo é muitas vezes mais bem sucedido do que eu!

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