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29.4.07

ERASMO E A BESTA


Um conto de Henry Evaristo


Erasmo fechou o pesado livro de capas vermelhas emboloradas às três da manhã. O tom amarelado das antigas folhas da obra obscura ainda insistia em dançar por trás de seus olhos quando ergueu a cabeça depois de ficar muito tempo refletindo sobre o saber ancestral e oculto com o qual havia acabado de ter contato.

O ar estava abafado na velha biblioteca. Era uma noite de verão, quente e estagnada, onde a umidade sufocante parecia querer estourar os pulmões dos habitantes da velha cidade e das turbas de forasteiros andarilhos que ela insistentemente atraía; e que vagavam como hordas pelas esquinas dos bairros mal iluminados, vindos de lugares ignorados; quiçá exóticos quiçá sórdidos.

Uma tênue luminosidade se filtrava pelos vitrais das janelas altas e gradeadas banhando o ambiente com um tom azul violáceo com se ali fosse o lugar de um fantástico aportar de estranhos mundos oníricos que se desprendessem do subconsciente em meio à mixórdia do universo da vigília. A pequena lâmpada fluorescente do teto não era páreo para as sombras dos cantos escuros que queriam se propagar para todos os lugares.

Erasmo, os olhos ardendo devido à leitura forçada sob tão adversas condições de iluminação, recostou-se na poltrona de veludo e passou a mão esquerda na chave da porta principal lembrando-se do que dissera, mais cedo, o segurança do estabelecimento, seu vizinho Baaurus. As advertências sobre não abrir a porta para ninguém, por mais que implorasse, e de que não ficasse andando por ai sozinho para não correr risco de se perder, faziam agora um sentido que, às seis da tarde não haviam feito. O ambiente sombrio, mas aconchegante, da imensa biblioteca parecia ter transmutado, desde a hora em que começara a leitura do estranho livro recém-adquirido pelo acervo, em algo a temer. Uma opressão no ar parecia insistir em gritar que a anormalidade pairava por ali. "Depois feche tudo com atenção!" Repetira mais cedo o vizinho Baaurus. "Se não perco o emprego e você vai se ver comigo!".

Perdido em pensamentos desordenados e misturados, Erasmo viu claramente quando de uma das prateleiras de livros mais próximas, cuja parte posterior estava mergulhada nas sombras espessas da biblioteca, vários volumes foram atirados ao chão com extrema violência. O ruído, espalhando-se e reverberando pelas paredes do recinto vazio, era como uma algazarra medonha de coisas indizíveis a lutar entre si.

De um salto ele se ergueu a fitar a direção do ocorrido com olhos arregalados. No entanto ficou parado, inerte, em silêncio. O coração dava pontadas finas em seu peito e o ar começava a querer lhe faltar. A asma de repente o ameaçava de novo, depois de tantos anos de trégua.

Do escuro, por trás das prateleiras com milhares de volumes, como a responder às indagações silenciosas de Erasmo, veio uma série de terríveis ruídos semelhantes ao trote lento e circular de algum animal eqüino que se esforçasse para não cair na superfície do piso encerado e escorregadio. Depois, mais volumes foram atirados de prateleiras distantes como se alguma coisa grande esbarrasse nelas aos encontrões.

Parado, imóvel, Erasmo tinha os cabelos em pé. Suas mãos suadas, que antes descansavam sobre a superfície vermelha e carcomida do livro ancestral que estivera lendo, agora evitavam a todo custo ter qualquer outro contato com o volume estranho e obscuro cujo nome do autor fora extirpado de seus devidos lugares; lugares onde restavam apenas manchas escuras de um borrão feio cuja visão prolongada causava asco e torpor inexplicáveis.

Num ímpeto, o curioso voltou-se para a porta de saída apalpando de novo as chaves e certificando-se de agarrar logo a que servia especificamente para a fechadura que tão ansiosamente queria abrir. Antes, porém, superando a duras penas o terrível mal-estar que sentia, apropriou-se do estranho livro para levá-lo consigo.

Ao dar o primeiro passo, no entanto, imediatamente algo de enorme massa corporal postou-se às suas costas.

Erasmo parou no meio da biblioteca azulada decidido a não se virar por nada que ouvisse ou sentisse subsequentemente. Primeiro veio uma lufada de vento quente em seu pescoço e seus cabelos se tornaram úmidos com algum líquido espesso que brotava da escuridão atrás de si. Algo de indescritível sensação pegajosa e fétida encharcou suas roupas.

Não ouviu palavras articuladas em seu idioma, mas sentiu quando o calor de uma nefanda proximidade orgânica se abateu sobre sua nuca e ouvido. Parecia sussurrar palavras em alguma língua profana e imunda que misturava fonemas com cusparadas e onomatopéias. Não queria aceitar o fato de que aquilo que achava se tratar de uma espécie sem sentido de ruído anasalado que ouvia em meio à miscelânea de sons que provinham de suas costas, fosse, na verdade, o balir de algum animal caprino.

De repente tudo parou. Os sons, o mal-cheiro, o calor em seu pescoço, tudo desapareceu e a biblioteca mergulhou novamente em extrema calma e solidão. Erasmo ofegava na penumbra violácea do recinto e lagrimas lhe escorriam dos olhos. Seus músculos retesados não conseguiam se mover.

A porta principal estava a poucos metros a sua frente, mas chegar lá parecia tarefa impossível. Lentamente deu alguns passos tímidos para frente e, ao tentar agarrar a chave no bolso, deixou cair o livro que segurava com tanto pavor. O compêndio foi estatelar-se no chão onde inexplicavelmente rolou como se atirado com extrema força indo restar, de páginas abertas, perto da tão almejada porta de saída. Num último esforço, Erasmo correu em sua direção e, neste momento, ouviu de novo a movimentação sobrenatural às suas costas.

Algo avançava através do salão chocando um trotar de patas cascudas no assoalho encerado de madeiras nobres.

"Maldito!", Pensou Erasmo agarrando a chave com toda sua força e desesperadamente inserindo-a na fechadura. A imensa porta cedeu com facilidade e o ar externo entrou levando luz ao salão escuro.

A coisa vinha das trevas correndo e relinchando como um cavalo; berrando e cabeceando como um carneiro negro gigantesco; escorregando e caindo no chão liso. Assim Erasmo a viu antes de chutar o livro para o lado de fora onde foi parar próximo ao meio fio. Depois bateu a porta com estrépito, trancou-a rapidamente, e se afastou, andando de costas, para o meio da rua deserta.

Tudo ficou quieto outra vez. Ao longe um táxi dobrou a esquina e veio em direção ao homem parado no meio do caminho. Erasmo fez sinal para que ele se aproximasse e parasse.

Ao embarcar foi interpelado pelo motorista que apontava o lado de fora. "Seu livro senhor!". "Ahn?", disse o passageiro com os olhos fitos na fechadura da porta da biblioteca. "Aquele livro é seu?", indagou novamente o pequeno homem ao volante. "Veja aquilo!", foi o que obteve como resposta.

Erasmo apontava para a imensa porta de ébano do prédio de onde acabara de sair. O motorista olhou para a mesma direção e viu a madeira cedendo sob golpes furiosos desferidos pelo lado de dentro. "Senhor?", disse atônito. "O que é isso?".

"Não sei", respondeu o jovem com franqueza; muito embora sua inocência já estivesse comprometida pelos segredos pervertidos que desvendara nas passagens que lera do terrível volume e sendo suas suspeitas meros subterfúgios para tentar obscurecer a verdade incontestável.

"Está tentando sair". Disse, em fim, depois de respirar fundo. "Quer ficar solta no mundo! Vamos embora, vamos!" Gritou.

O motorista, diante da ordem imperiosa daquele estranho passageiro exacerbado, acelerou o mais que pôde se dando por satisfeito em sair de perto daquele lugar.

***

O estranho livro ficou jogado no meio-fio até a chegada do segurança Baaurus às cinco da manhã como havia ficado acertado com seu amigo na noite do dia anterior. O velho guarda aproveitara a presença do outro (fazendo as vezes de vigia em seu lugar) para ir visitar as casas de facilidades de um decrépito bairro próximo. Encontrou o volume aberto e humedecido pela garoa da noite e nenhum sinal de seu amigo com quem ficou decidido a ter uma conversinha de reprimenda por ter falhado tão miseravelmente na sua parte do acordo que era cuidar bem do recinto em troca de poder ficar a vontade para ler o que quisesse. Agora justamente aquele volume raríssimo se encontrava com a integridade posta em risco pelas mãos de um irresponsável.

Ele estava aberto em duas páginas com ilustrações que logo chamaram a atenção do guarda boêmio. Eram imagens de um antigo deus cultuado pelos templários em Jerusalem na idade média. Mas o guarda de nada disso entendia assim como também não sabia latim a exemplo de seu negligente e culto amigo. Se soubesse poderia ter lido o que ele não teve tempo de ler:

"Do Caos ele vem, arrastando consigo a perdição do verbo; da ação de Deus. Ele próprio é Deus e de seu reino brotam os negrumes nos corações dos homens. Seu nome é Deus-barbudo, sua vontade é imperiosa e fará sua residência a alma humana. Olhai este compêndio, ó filhos do homem, pois ele é o portal para o Nosso Senhor dos Abismos, o Pastor dos Rebanhos de Chacais da Mesopotâmia. Ó, Sagrado Behemot, que chafurda nas águas malignas no Nilo! Cadela dos grotões das matas, Diabo dos poços sem fundo!"

PESADELO (2ª versão)

Um conto de Henry Evaristo

PESADELO


Na quietude fria e solitária de uma madrugada em que a luz argêntea da lua, ainda cedo, fora obscurecida pelo poder inebriante de cinzentas colunas de nuvens ameaçadoras; e enquanto os cidadãos estavam mais vulneráveis e desprecavidos, milhões de naves, pequeninas e gigantescas, avançaram das distâncias do horizonte por sobre os prédios de uma grande cidade adormecida.


De algum ponto de uma região rural em que me encontrava, sentia-me impossibilitado de auxiliar quem quer que fosse, meus entes queridos, meus amigos, meus inimigos. Tudo para mim agora demoronava na visão daquelas luzes multicores oscilando por sobre os campos longínquos abaixo do céu revolto de tempestade. Uma tristeza tão profunda se apossara de mim que o peso em meu peito quase chegava a ser ainda maior que o medo da violência que parecia se avizinhar.


Com lágrimas em meus olhos corri por uma estrada deserta que cortava extensa e sombria região de fazendas antigas e silentes e, à falta de qualquer avistamento de alguma criatura humana, meu corpo tremeu como o de uma criança perdida no escuro de seu quarto quando lá fora o vento açoita os galhos de alguma árvore ancestral que lança sombras como diabos dançantes nas vidraças. Do horizonte chegava aos meus ouvidos como que o zumbido de algum engenho demoníaco misturado aos lamentos dos primeiros homens e mulheres massacrados pelas intenções que se apoderavam da terra.


Senti o frio da madrugada ardendo em meus pulmões enquanto continuava avançando por tamanha escuridão solitária, e então me chegou às narinas o hediondo odor adocicado de algum tipo de carne escusa que queimavam ao longe. Junto a tudo, como para piorar ainda mais meu horror, a fina chuva caia e tornava o mundo ainda mais soturno e terrível.


A estrada parecia não ter fim e minha exposição naquele lugar aberto colocava cada vez mais minha vida em risco. Eu, porém, apenas conseguia pensar naqueles que me eram caros e que, misteriosamente, naquele momento, se encontravam longe de mim. Meus pensamentos me faziam avançar cada vez mais rápido a despeito das possibilidades de meu corpo que já começavam a me abandonar.


Em minha mente via aqueles veículos alados, objetos voadores prateados e cinzas, atacando impiedosamente os lugares que me eram especiais pelos quais pareciam ter uma nefanda predilação; e contra tudo o que eu mais amava eles incidiam com fúria titânica. Era como uma perseguição cósmica; como se aqueles inimigos houvessem saltado de seu porão no universo para liquidarem especificamente comigo e, em meus loucos devaneios, até mesmo suas caras repuxadas se assemelhavam à minha enquanto apontavam suas estranhas armas para os meus familiares.


Alucinado corri por aquela estrada escura; e as cinzas dos mortos da terra me cobriam as vestes ensopadas. Por todos os lugares via agora os executores dos homens; podia mesmo enxergá-los saindo de detrás das árvores que margeavam meu caminho. Soube então, através de algum sentido que me era tão alienígena quanto meus algozes, que finalmente, agora como nunca antes, estava só no mundo e a mortificação desta vez me dominou por completo fazendo-me dobrar os joelhos e desabar sobre o asfalto úmido embaixo de meus pés.


Prostrado fiquei no meio daquele caminho que era antes um solitário corredor de campos, fazendas e matas longínquas, mas que agora fervilhava com a presença ominosa de seres metade pássaro, metade peixe. E dominado por um medo mortal, curvei minha cabeça num desesperado sinal de submissão pelo qual talvez tivesse minha vida poupada.


Depois de alguns minutos uma daquelas coisas "peixe-pássaro" se aproximou de mim flutuando num uniforme translúcido que deixava a vista sua pele flácida e asquerosa. Ela me olhou e tocou-me com uma de suas mãos... Ou... Patas. Depois falou qualquer coisa com os outros que nos rodeavam e então, ó agonia minha, todas aquelas bestas começaram a rir de mim e apontar-me com suas garras encarquilhadas.


No momento seguinte, todos, de uma só vez, desapareceram. E todo o som e toda a cinza se escoaram junto de forma que tudo voltou a estar imerso em silêncio e calma como estivera antes, em seus dias comuns.


Como se nada daquilo houvesse existido, me encontrei só novamente no meio da estrada. Mas um sentimento esmagador de inquietação começava a me dominar para além de tudo o que eu já experimentara até então.


Calado e atento avancei para a cidade e, por onde passei, mesmo depois do amanhecer, jamais avistei outra presença que não fosse a da minha própria sombra se arrastando atrás de mim. Não restara mais ninguém em todos os lugares que visitei e, nos anos seguintes, em minha triste solidão, me aventurei por todos os recantos que me eram humanamente possíveis sem o auxílio de um automóvel; visto que todas as máquinas estavam paradas, queimadas, mortas como o resto do mundo. Porém, suas carcaças continuavam intactas brilhando ao sol como vi em uma enorme rodovia abandonada ao sul: milhares de carros, vans, caminhões; Inertes como se tocados pela morte que toca o homem; E aquilo servia apenas para demonstrar para meus nervos abalados que o poder que viera com os estranhos ainda estava presente de alguma forma e que, algum dia, era provável, seus proprietários voltariam para reivindicá-lo.


Estabeleci-me bem alto em um edifício de luxo quando entendí que agora tudo me pertencia. Com o passar do tempo meu organismo acostumou-se a ingerir e processar os mais diversos tipos de alimentos não comuns ao homem.


Todas as noites ia até a janela e observava a escuridão lá fora. Jamais avistei sequer o brilho de alguma ínfima luz no horizonte e as silhuetas dos prédios imersos nas trevas se assemelhavam a terríveis animais gigantes me espreitando do escuro. No alto, as terríveis estrelas eram as únicas testemunhas de minha agonia; elas e as caras repuxadas que se esgueiravam por trás. Era o que eu, na verdade, esperava avistar olhando de volta para mim em meio às trevas do mundo.


Assim foi o meu sonho... meu pesadelo. Não sei até que ponto ele faz sentido a não ser como testemunho de nossa solidão eterna em meio à vastidão opressora do universo.
__________________________

NOTA DO AUTOR:


Esta nova versão de "Pesadelo" foi revista com base em uma sugestão muito valiosa do escritor Nickinho no site "Recanto das Letras". A ele meus agradecimentos pela antenção e por ter revelado outras possibilidades para esta estória.

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