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18.11.08

AS ABOMINAÇÕES DE YONDO

A Câmara dos Tormentos apresenta mais um grande clássico da literatura fantástica. Do mestre Clark Ashton Smith, numa tradução primorosa de Renato Sutana, feita pela primeira vez no Brasil por sugestão do moderador da Câmara, historiador e escritor Henry Evaristo, nos chegam das vastidões do além-mundo, AS ABOMINAÇÕES DE YONDO. Boa leitura!





As abominações de Yondo

Clark Ashton Smith




A areia do deserto de Yondo não é como a areia de outros desertos, pois Yondo é aquele que está mais próximo dos extremos do mundo; e estranhos ventos, provenientes de um golfo que nenhum astrônomo jamais sondou, esparramaram sobre os seus campos devastados a poeira cinzenta de planetas corroídos, as cinzas negras de sóis extintos. As montanhas escuras e ovaladas que se elevam de sua superfície escavada, rugosa, não lhe pertencem de todo, pois algumas são asteróides caídos, meio sepultos na areia abismal. Algumas coisas vieram rastejando dos espaços inferiores, nos quais os deuses de todas as terras decentes e bem ordenadas proíbem incursionar; mas não existem tais deuses em Yondo, onde vivem os gênios vetustos de estrelas abolidas e demônios decrépitos que perderam o lar com a destruição de infernos antiquados.

Foi no entardecer de um dia de primavera que emergi daquela interminável floresta de cactos na qual os inquisidores de Ong me haviam abandonado, e vi aos meus pés os começos cinzentos de Yondo. Repito: foi no entardecer de um dia primaveril; mas naquela mata fantástica eu não encontrara o menor indício ou lembrança de primavera; e as elevações inchadas, fulvas, mortiças e meio podres através das quais eu abrira caminho não eram como os outros cactos; antes, exibiam formas tão abomináveis que mal se poderia descrever. O próprio ar pesava com os odores estagnados da decadência; e liquens leprosos manchavam com freqüência cada vez maior o solo negro e a vegetação castanho-vermelha. Víboras verde-claras erguiam suas cabeças de cactos prostrados e me observavam com olhos de um brilho ocre, destituídos de pupilas ou pálpebras. Essas coisas me inquietaram durante horas; e desgostaram-me os fungos monstruosos, dotados de apêndices descoloridos e cabeças infirmes, de repulsiva cor malva, que brotavam dos lábios úmidos de fétidos poços; e as ondulações sinistras que surgiam e desapareciam sobre a água amarela quando me aproximei não pareciam encorajadoras para alguém cujos nervos ainda estavam tensos de indizíveis torturas. Então, quando até mesmo os cactos manchados e doentios se tornaram escassos ou nanicos, e veios de areia cinzenta serpenteavam entre eles, comecei a suspeitar de quão enorme fora o ódio que minha heresia despertou entre os sacerdotes de Ong e fiz idéia da extrema malignidade de sua vingança.

Não entrarei em detalhes quanto às indiscrições que me levaram – um desprevenido estrangeiro de terras distantes – de encontro ao poder desses mágicos e mistagogos temíveis, que servem a Ong, o que tem cabeça de leão. É doloroso recordar essas indiscrições e os pormenores de meu aprisionamento; e aquilo que menos quero lembrar são os estiradores de tripa de dragão cobertos com pó de diamante onde os homens são estendidos nus, ou aquele cômodo escuro, com janelas de seis polegadas junto ao chão por onde vermes gordos entravam às centenas, vindos de uma catacumba próxima. Basta dizer que, após terem gasto os recursos de sua medonha fantasia, meus inquisidores me trouxeram vendado, em lombo de camelo, durante horas incontáveis, para abandonar-me ao primeiro clarão da aurora naquela floresta sinistra. Estava livre, disseram-me, para ir aonde quisesse; e, como prova da clemência de Ong, deram-me uma côdea de pão áspero e uma garrafa de couro contendo água intragável, à guisa de provisão. Foi na tarde daquele mesmo dia que alcancei o deserto de Yondo.

Até então, eu não pensara em retornar, não obstante os terrores desses cactos apodrecidos ou as coisas malignas que viviam entre eles. Agora, parei, conhecendo as lendas abomináveis da terra para a qual viera, pois Yondo é um lugar aonde apenas uns poucos tinham ido de sã consciência e por vontade própria. Menos numerosos ainda foram os que retornaram – balbuciando acerca de horrores desconhecidos e estranhos tesouros; e a eterna paralisia que faz tremer os seus membros emaciados, junto com o brilho louco de seus olhos em sobressalto, por baixo de frontes e pálpebras descoradas, não serve de incentivo para os outros. Assim foi que hesitei no limiar dessas areias cinzentas e senti o tremor de um novo medo invadir-me as entranhas. Seria horrendo prosseguir, e horrendo retornar, pois eu estava certo de que os sacerdotes tinham se preparado para esta última eventualidade. Então, após um instante, continuei a andar, cantarolando baixo a cada passo, e seguido por alguns insetos de pernas compridas que encontrara entre os cactos. Esses insetos tinham a cor de cadáveres de uma semana e eram do tamanho de tarântulas; mas, quando me voltei e pisei no que vinha à frente, um cheiro mefítico se exalou, o qual me pareceu mais nauseante até do que a própria cor. A partir de então, passei a ignorá-los o mais que podia.

Com efeito, tais coisas erram horrores menores no meu infortúnio. À minha frente, sob um sol imenso, de um escarlate doentio, Yondo se estendia interminável, tal como a terra de um sonho de haxixe, contra o escuro do céu. Ao longe, na fímbria mais distante, jaziam aquelas montanhas ovaladas que mencionei; mas em meio estavam os horríveis vazios de desolação cinzenta e colinas baixas, desnudas, semelhantes a dorsos de monstros semi-sepultos. Lutando para avançar, avistei grandes poços onde meteoros afundaram, e jóias multicores que eu não saberia nomear brilhavam e cintilavam sobre a poeira. Havia ciprestes caídos que apodreciam junto a mausoléus arruinados, sobres cujos mármores manchados de liquens se arrastavam camaleões gordos levando pérolas reais em suas bocas. Escondidas pelas cristas mais baixas, havia cidades das quais sequer uma estela jazia intacta – cidades vastíssimas, imemoriais, desintegrando-se, de fragmento em fragmento, de átomo em átomo, para alimentar infinitos de desolação. Arrastei os membros exaustos de tortura através de vastos montes de ruínas que um dia foram templos imponentes; e deuses caídos franziam o cenho em meio ao arenito decadente ou miravam de entre o pórfiro despedaçado aos meus pés. Sobre tudo pairava um silêncio mau, interrompido apenas por um gargalhar satânico de hienas, um ciciar de cobras por entre as moitas de espinheiros mortos ou antigos jardins consumidos pela urtiga e pela fumária.

No topo de um dos muitos platôs em forma de monte, vi as águas de um lago estranho, insondavelmente escuro e verde como malaquita, das quais surgiam refulgentes depósitos de sal. Essas águas estavam muito abaixo de mim, numa abertura em forma de xícara, mas quase junto aos meus pés, sobre as encostas gastas pelas águas, havia montes daquele sal antigo; e compreendi que o lago nada mais era que os resíduos amargos e escassos de algum mar. Descendo, aproximei-me das águas escuras e comecei a lavar as mãos; mas havia uma ardência cortante e corrosiva naquela água salobra e imemorial, e logo desisti, preferindo o pó do deserto que me envolvia como um lento sudário. Decidi descansar por um momento; e a fome forçou-me a consumir parte da ração minguada e risível que os sacerdotes me deram. Era minha intenção prosseguir, se minhas forças o permitissem, e alcançar as terras ao norte de Yondo. Essas terras são desoladas, por certo, mas sua desolação é de um tipo mais comum do que aquela de Yondo; e sabe-se que certas tribos de nômades as visitavam ocasionalmente. Se a fortuna me favorecesse, eu poderia juntar-me a uma dessas tribos.

A ração escassa me reanimou; e, pela primeira vez em semanas das quais eu perdera a noção, ouvi o sussurro de uma débil esperança. Os insetos de cor cadavérica há muito deixaram de me seguir; e depois deles, a despeito do silêncio sepulcral e tétrico e dos montes de poeira de ruínas intemporais, eu nada encontrei que fosse tão horrível. Comecei a pensar que os terrores de Yondo tinham sido exagerados. Foi então que ouvi uma risota diabólica na colina acima. O som começou com uma subitaneidade aguda que me estarreceu para além de qualquer razão e continuou, indefinidamente, sem jamais variar numa nota sequer, tal como o riso de um demônio idiotizado. Voltei-me e vi a boca de uma caverna escura denteada de estalactites verdes, que eu não percebera antes. O som parecia vir de dentro da caverna.

Com uma atenção medrosa, olhei através da abertura negra. O riso tornou-se mais alto, mas por um instante nada vi. Finalmente, percebi um fulgor esbranquiçado na escuridão; então, com a velocidade de um pesadelo, uma Coisa monstruosa emergiu. Seu corpo era pálido, sem pêlos, em forma de ovo e volumoso como o de uma cabra prenha; e esse corpo era amparado por nove pernas trêmulas, com muitas junções, como as pernas de uma aranha descomunal. A criatura passou por mim, correndo até a margem da água; e vi que não havia olhos em sua face estranhamente oblíqua; mas duas orelhas compridas, em forma de facas, se elevavam de sua cabeça; e um focinho fino, rugoso, pendia sobre a boca, cujos lábios flácidos, abertos naquele gargalhar eterno, deixavam ver fileiras de dentes de morcego. Bebeu da água amarga, ácida, e então, satisfeita a sede, voltou-se e pareceu notar minha presença, porquanto o focinho rugoso se ergueu e apontou em minha direção, farejando alto. Se a criatura fugiria ou se intentava atacar-me nunca saberei; pois, sem poder suportar por mais tempo essa visão, pus-me a correr, as pernas tremendo, por entre as grandes elevações e as grandes jazidas de sal à margem do lago.

Totalmente sem fôlego, parei afinal e vi que não fora seguido. Sentei-me, ainda tremendo, à sombra de uma elevação, mas apenas para obter um breve descanso, pois aí começou a segunda dessas aventuras bizarras que me obrigaram a crer em todas as lendas insanas que ouvira. Mais estarrecedor do que aquela risota diabólica foi o grito que ecoou junto ao meu cotovelo, surgido da areia salina – o grito de uma mulher possuída por uma agonia atroz ou atacada por demônios. Voltando-me, deparei-me com uma verdadeira Vênus, de uma brancura perfeita, mas imersa até o umbigo na areia. Seus olhos, arregalados de terror, imploravam-me e suas mãos de lótus se estendiam num gesto de súplica. Saltei para junto dela – e toquei uma estátua de mármore, cujas pálpebras esculpidas estavam imersas numa sonho enigmático de ciclos extintos e cujas mãos estavam enterradas junto com a graça perdida dos quadris e das coxas. Novamente fugi, tomado pelo terror, e novamente ouvi o grito de uma mulher em agonia. Mas desta vez não me voltei para ver os olhos e as mãos suplicantes.

Subindo a longa encosta ao norte daquele lago maldito, tropeçando em meio às elevações de basalto e às arestas cortantes, recobertas por metais esverdeados, avançando por entre poços de sal ou sobre terraços esculpidos pelas águas evanescentes em éons ancestrais, fugi como um homem foge de um sonho sinistro a outro sonho numa noite demoníaca. Às vezes, soava um sussurro frio junto à minha orelha, que não era causado pelos ventos da fuga; e, olhando para trás, enquanto alcançava um dos terraços mais elevados, percebi uma sombra singular que corria no mesmo ritmo que a minha. Essa sombra não era a sombra de um homem, nem de um macaco, nem de nenhum animal conhecido; a cabeça era grotesca e alongada demais, o corpo demasiadamente arqueado, e eu não pude determinar se a sombra tinha cinco pernas ou se o que me pareceu ser a quinta era apenas uma cauda.

O terror me restituiu as forças; e só quando alcancei o topo da colina é que tive coragem de olhar para trás outra vez. Mas a sombra fantástica ainda me seguia passo a passo; e agora me chegava um odor curioso e nauseante, medonho como o odor de morcegos que tivessem pendido num matadouro em meio a montes de podridão. Corri por léguas, enquanto o sol vermelho se punha lá adiante, por sobre as montanhas dos asteróides, a oeste; mas, embora tivesse o comprimento da minha, a estranha sombra mantinha sempre a mesma distância atrás de mim.

Uma hora antes do pôr-do-sol, cheguei a um círculo de pequenos pilares que jaziam miraculosamente intactos em meio a ruínas que eram como uma vasta pilha de cacos. Ao passar por entre os pilares, ouvi um gemido, tal como o gemido de um animal feroz, entre a raiva e o medo, e vi que a sombra não me seguira para dentro do círculo. Parei e aguardei, conjeturando ter encontrado um santuário onde meu indesejável acompanhante não se atreveria a penetrar; o que a ação da sombra confirmou, pois a Coisa hesitou e então correu em volta do círculo, parando às vezes entre dois pilares; e por fim, sem deixar de gemer, fugiu e desapareceu no deserto, no rumo do sol poente.

Durante meia hora, não ousei me mexer; então, a iminência da noite, com todas as suas promessas de renovado terror, forçou-me a prosseguir desesperadamente em direção ao norte; pois agora eu estava bem no coração de Yondo, onde poderiam habitar demônios ou fantasmas que talvez não respeitassem o santuário das colunas intactas. Agora, enquanto eu avançava, a luz do sol mudava estranhamente; pois o globo vermelho próximo ao horizonte irregular afundava e ardia num cinturão de névoa miasmática, onde a poeira erguida de todos os templos e necrópoles destroçados de Yondo se misturava aos vapores aziagos que subiam para o céu, exalando de enormes golfos negros que jaziam para além da orla mais extrema do mundo. A essa luz, a vasta desolação, as montanhas redondas, as colinas serpenteantes, as cidades perdidas eram banhadas num escarlate fantasmal e escuro.

Então, do norte, onde as sombras se adensavam, veio surgindo a figura curiosa de um homem alto, inteiramente coberto por uma cota de malha – ou, antes, o que pensei ser um homem. Quando a figura se aproximou, produzindo ruídos pressagos a cada passo que dava sobre o solo coberto de cacos, vi que sua armadura era feita de bronze salpintado de verde; e um elmo desse mesmo metal, guarnecido de chifres espiralados e de uma crista, se elevava bem alto sobre sua cabeça. Digo sua cabeça, pois a escuridão aumentava, e eu nada podia ver claramente; mas, quando a aparição chegou mais perto, percebi que não havia face alguma por detrás da viseira do capacete bizarro cujos contornos se delinearam por um momento contra a luz evanescente. Então a figura passou e, chocalhando funestamente, desapareceu.

Mas, em seus calcanhares, antes que o pôr-do-sol se completasse, veio uma segunda aparição, dando incríveis passadas e parando quase junto de mim sob o crepúsculo vermelho – a monstruosa múmia de algum rei antigo, ainda coroado num ouro sem manchas, mas impondo ao meu olhar uma visão que mais do que o tempo ou os vermes haviam devastado. Bandagens partidas adejavam em torno às pernas de esqueleto, e, sobre a coroa cravejada de safiras e rubis alaranjados, alguma coisa negra se mexia e balançava horrivelmente; mas, por um instante, sequer sonhei com o que poderia ser. Então, no meio dela, dois olhos oblíquos e vermelhos se abriram e brilharam como brasas infernais, e dois caninos ofídicos cintilaram numa boca de macaco. Uma cabeça achatada, sem pêlos, disforme sobre um pescoço de extensão desproporcional abaixou-se, indizivelmente, e sussurrou ao ouvido da múmia. Então, com uma passada, o morto-vivo titânico encurtou pela metade a distância que nos separava, e de entre as dobras esfarrapadas do tecido mofado, um braço esquálido surgiu, e dedos descarnados, aduncos, carregados de gemas brilhantes, se ergueram e tentaram agarrar minha garganta.

De volta, de volta através de éons de loucura e terror, num vôo precipitado, vertical, corri e me afastei desses dedos que se erguiam sempre atrás de mim na escuridão; de volta, de volta para sempre, sem pensar, sem hesitar, de volta a todas as abominações por que passara, de volta, no espesso crepúsculo, às ruínas fragmentadas, inomináveis, ao lago assombrado, à floresta dos cactos malignos, e aos inquisidores cruéis e cínicos de Ong, que aguardavam o meu retorno.

(Tradução de Renato Suttana)

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