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15.7.07

O MITO DOS LOBISOMENS (Primeiro artigo)

Publicamos agora artigo retirado do site The cauldron Brasil sobre o fascinante universo dos homens-lobo. Fazemos isso porque ficamos com preguiça de escrever um texto inédito nós mesmos! Boa leitura!

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LOBISOMENS
A fascinação da Humanidade pelos lobisomens vem desde tempos imemoriais e, como veremos, tem muitas formas e boas razões para existir. "Werewolf" para os anglo-saxões, "Loup-Garou" na França, "Likantropos" para os antigos gregos, "Versipellium" para os romanos, "Berserker" para os antigos teutos e nórdicos, o Lobisomem habita os sonhos mais antigos da própria humanidade.

Como vemos, a enorme difusão do mito já é por si suficiente elemento para que detenhamos, por um instante, nossos passos de viajantes modernos diante de mais esse terror ancestral. De fato, a possibilidade da interação em uma mesma criatura dos poderes brutais de uma fera com a astúcia e a maldade humanas sempre aterrorizou todos os povos. Os relatos mitológicos e as poucas notas históricas enfatizam sempre que tais seres são extremamente destrutivos e incansáveis, rondando a noite inteira em busca de mais e mais vítimas. O fino sorriso do cético leitor talvez não fosse tão confiante da realidade ou não desses seres se soubesse como é extensa a maneira que o ser humano tem de tornar-se um com os animais, das mais diversas formas. O Nagualismo centro-americano conhece amplamente a tradição dos homens-jaguar, a Ásia tem os seus homens-tigre, a Oceania tem os seus homens-crocodilo assim como na África, que também possui os temíveis homens-leopardo. Todas essas manifestações guardam uma relação direta com o fenômeno da licantropia, já que em todas elas o homem perde a si mesmo de vista e voluntariamente apaga por alguns instantes aquilo que lhe faz humano e passa a pertencer ao rol dos predadores. Claro que tais casos também podem ser atribuídos a algum tipo de paranóia zooantrópica ou à simples manifestações políticas de antigos terrores tribais. Mesmo assim, muitos casos ao redor do mundo envolvem sempre esse mesmo padrão comum de despersonalização em favor do Totem. Não se aplicam, no entanto, os célebres casos de meninos-lobo: crianças criadas por lobos, ursos ou outros animais.

O principal elemento que diferencia o lobisomem destas outras figuras, que também ocorrem sazonalmente, de maneira periódica, é o seu relacionamento com a Lua e com as forças lunares. Em todos os povos, curiosamente, afirma-se sempre que é em função da época do mês e da Lua cheia que a transformação ocorre e o fenômeno se produz. Intoxicado pela luz azulada e pelas energias sutis da noite, o pobre condenado, vítima dessa maldição, começa a perder, entre dores terríveis, os traços humanos. Naturalmente, alguns casos de hirsutismo causaram terror entre a população e não guardam nenhuma relação com o caso. É curioso, no entanto, notar que ainda hoje há famílias, em certos lugares da América Latina, que barbeiam as crianças desde tenra idade, para exibi-las como meninos-lobo em circos itinerantes.




Freak Show à parte, é preciso referir que todas as mitologias enfatizam que apenas a prata pode matar o lobisomem. Mais modernamente, balas de prata têm sido recomendadas, até por Hollywood, para o perigoso esporte de caçar estas feras. Claro: a prata condensa a energia lunar entre os metais, é Lua metálica, leite sagrado que a noite derrama sobre mortais e imortais igualmente. Ferido com armas feitas da carne de sua própria mãe, o homem-lobo sofre seu próprio poder, enfrenta o que a Lua representa e o que sua Alma esconde: a compaixão que ele não teve por suas vítimas.

De certa forma, os lobisomens, embora menos inteligentes, são mais destrutivos do que os vampiros, e mais difíceis de matar. Embora seja impossível rastrear a gênese do mito, sabemos que o contágio pode se dar de várias formas. O autor tem um amigo que, por ser o sétimo filho homem, foi batizado pelo irmão mais velho, "a fim de não virar lobisomem". Mas estes casos são mais freqüentes do que se poderia imaginar, mesmo hoje em dia. Acredita-se que assim a união entre os irmãos fecha o círculo, evitando que o sétimo caia vítima das terríveis influências lunares. No Brasil são muito freqüentes os casos de pessoas tidas como lobisomens, mesmo em pacatas cidades interioranas onde ninguém nunca foi devorado... É tradicional também a história do lobisomem que devorou uma camponesa e foi morto porque tinha fiapos vermelhos da roupa da moça em seus dentes. Outro conto tradicional é o do ferimento infligido à fera (furando-lhe um olho, por exemplo) aparecer em um vizinho ou conhecido, que fica assim denunciado como a criatura sanguinária que vagava pelas noites. Ser atacado por um deles e sobreviver também poderia passar adiante a maldição, criando assim mais um lobisomem. Na própria Internet podemos encontrar também manuais de Magia Sexual Licantrópica que podem ser muito úteis para os interessados.

O próprio simbolismo do lobo já é por si só forte o bastante para causar tanto impacto. Símbolo da coragem e de Marte para os romanos, o lobo também possui a sua face assustadora. Os nórdicos têm em sua cosmogonia o lobo Fenrir, que devorará o Sol quando vier o inevitável Ragnarök, o Crepúsculo dos Deuses, o Fim do Mundo. Símbolo das trevas e da solidão dos que vagam na escuridão, o lobo Fenrir devorará o próprio deus Thor, segundo as profecias, os bardos e as runas. Rasgando a noite como um punhal na carne dos solitários, o uivo febril e interminável dos lobos nos traz à lembrança um desejo esquecido e ancestral de também seguir o seu caminho. Essa, talvez, seja uma das muitas razões para a eternidade do mito.

SURGIMENTO DO MITO... (II)

As lendas sobre Lobisomens tiveram início na França, no séc. XV. Mais de 30.000 ações judiciais contra Lobisomens aconteceram. E quase 100 delas foram executadas, pois eles teriam cometido seus crimes na forma de um lobo. Na verdade esses pobres diabos eram apenas Lincantropos.

Não se sabe exatamente quando os Lobisomens apareceram. A primeira aparição deve ter ocorrido no século 5 a.C., quando os Gregos, estabelecidos na costa do Mar Negro, levaram estrangeiros de outras regiões para mágicos capazes de transformar a si mesmos em lobos. Os anciãos diziam que essa metamorfose tornava possível a aquisição da força e astúcia de uma fera selvagem, mas os Lobisomens retiam suas vozes e vislumbre humanos fazendo com que não fosse possível distingui-los de um animal comum. Por outro lado, a verdadeira e mais comum lenda dos Lobisomens nasceu em terras francesas. O sinal do homem-lobo é uma estrela de cinco pontas, um pentagrama, cercando um lobo que salta.

LICANTROPIA... Em psiquiatria, a licantropia aparece como uma enfermidade mental com tendência canibal, onde o doente se imagina estar transformado em lobo e, inclusive, imitando seus grunhidos. Em alguns casos graves, esses pacientes se negam a comer outro alimento que não seja carne crua e bem sanguinolenta.

HIPERTRICOSE... Rara doença genética que causa um grande crescimento dos pêlos do corpo. Um famoso caso de hipertricose, registrado no final do século 19, foi a do russo Adrian Chertichev, alcunhado de 'Cão do Cáucaso' pelos parisienses, tal a massa de pêlos que lhe cobria o rosto. Acredita-se que o mito do lobisomem tenha surgido na Europa devido aos casos de hipertricose.

Fonte (I): AAFF Fonte (II): orecifeassombrado.com.br

Fonte para a Câmara dos Tormentos:

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