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29.3.07

QUANTO A ESCREVER HORROR/SUSPENSE

Publico aqui uma breve conversa que tive com o amigo Leonardo Nunes, escritor e ferrenho defensor da literatura fantástica brasileira (assim como eu e nossos amigos que fazem parte deste nosso movimento). Alguma edição foi realizada em nome de retirar do texto trechos que não diziam respeito ao tema em questão.


QUANTO A ESCREVER HORROR/SUSPENSE

Nunes: Tenho o prazer de estar em constante contato com um amigo (críticas, sugestões, afins) chamado Henry Evaristo. Então, para corroborar suas idéias fantásticas, aqui vai uma de nossas conversas via mail.

Nunes: Agora eu lhe pergunto: qual é a tua idéia/impressão sobre escrever horror/suspense? Seria algo feito aleatoriamente ou vem de inspirações diversas - oníricas, por exemplo? Estou em meio a duas histórias ativas e umas quantas inativas, que ficaram pela metade ou o início. Inclusive tenho um terror incompleto, sobre a idéia de satanás, sem impô-la, é claro, com muita sutileza, prezo isto.

Henry Evaristo: Olha só, amigo, te aviso que não sou nada ortodoxo e até meio polêmico. Escrever terror e horror ou os dois (se é que os dois são realmente dois, ou só um), é algo para quem busca transcender em si mesmo; algo para aqueles que procuram o inusitado, ou o mais que inusitado, dentro da vida (pois nada se realiza fora da vida!). Escrever e lidar com as coisas que assustam, as coisas aterrorizantes, é procurar, e andar, pelo lado sombrio da vida dos seres, naquela região onde residem nossos instintos mais primitivos. É caçar estes instintos, aprisioná-los do mundo onírico e hipotético da imaginação e, traduzindo-os para não-lugares terrestres, dar-lhes forma em nosso mundo.

Tudo se trata da imaginação! A própria história do homem não existe sem a imaginação e pela imaginação surgiram escolas de respeitados cientistas humanos! Até hoje o mundo se curva aos métodos inovadores de Marc Bloch e Lucien Febvre por causa da imaginação que pregaram na escola dos annales.

Pois bem! Agora vamos ao que há de real, de concreto, pois há que se viver o sonho, mas não deixar-se levar por ele, pois o dele é um mundo intangível para nós com nossos corpos de carne e ossos e, desde que somos apenas nós na vastidão do universo, intangível para tudo o mais que vive. Amo Lovecraft, Poe, Machen. Amo Hodgeson e Blackwood e Bierce. Amo os escritores clássicos e os contemporâneos; amo (Clive) Barker! Sei, porém, que o mundo onírico ao qual Lovecraft se referia era tão somente o efeito do ópio que ele usava ou sabe-se lá qual outro alucinógeno que lhe caísse à mão num período de severa recessão no país dos norte-americanos onde a própria miséria inusitada que se vivia servia como fonte de pesadelos. Da mesma forma Poe, da mesma forma Bierce, da mesma forma Baudelaire! Não me surpreende que o mundo nunca mais tenha visto um grupo tão espetacular de gênios literários quanto o que havia nos fins do século XIX e início do XX; Nunca se usou tantos alucinógenos quanto naquela época misturados ao espanto que causavam os novos prodígios tecnológicos. Isso não ocorreu apenas no campo da escrita literária! Os grandes pensadores do mundo escreveram suas teorias acadêmicas sob o efeito de substâncias "libertadoras da imaginação". Penso, não acho, que escrever terror é um ato que diz respeito ao instinto subconsciente do homem; é a mesma propriedade que leva o leitor a buscar os textos terríficos. Não é nada demais a necessidade de escrever ou ler sobre monstros e planetas negros! Não é nada "onírico" já que o único mundo onírico que resiste ao período de vigília do indivíduo é aquele que reside na mente dos loucos.
Como tu perguntaste, não é nada aleatório, mas tampouco é algo místico! É simplesmente mais uma manifestação dos segredos da vontade humana se manifestando através da pena de um escritor. Se escreveres sobre sangue, Seguidor, os outros te lerão pelo mesmo motivo que param na rua para olhar um sangrento acidente de automóvel. Se escreveres sobre fantasmas os outros te lerão porque as sensações que lhe provocam os espíritos dos portadores do sangue são muito semelhantes àquelas causadas pelo próprio sangue e isto faz parte da cultura que nos é imposta pelo estado ( e aí entraremos numa discussão muito mais profunda). É claro que neste nosso país de miséria sui generis, onde vive (e ainda por muito tempo viverá) uma sociedade de pobreza intelectual sem paralelos, é raro se ler sobre qualquer coisa, não é mesmo!?

Em fim, tudo se resume ao ser; ao homem! Tudo nasce, cresce e morre na mente fenomenal do homem. Como se costumava dizer num lugar de homens imaginativos: Se tu queres conhecer segredos universais, conhece-te a ti mesmo! Toda a tua inspiração está contida em ti mesmo e não há no universo, que é só um, nenhuma região secreta te mandando imaginações!

Abraços!

Nunes: É, caro amigo. Acho que tuas palavras são suficientes para expressar, além de uma opinião concreta e forte (a respeito do assunto tratado, ao menos), que realmente entende e faz do assunto algo levado a sério. Obrigado.

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